quinta-feira, 17 de setembro de 2015

a anos-luz

os primeiros feixes de luz matinais perpassam os vidrais da janela, o tom é azul e em minha mente notívaga ainda é noite. sofro de insônia irremediável, ou simplesmente possuo preferencias aos tons escuros que não agridem os meus olhos astigmáticos, muito pelo contrario, os conforta e a eles revela a natureza de seus encantos tão peculiares quanto a absurda realidade de se observar astros que ha muito se extinguiram - e talvez em uma tentativa de humanizar o seu fulgor, comparo os seus vestígios ao dos homens em nosso plano esférico achatado que venceram o esquecimento e, quem sabe, a própria morte.


17.07.2015
e. f.